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Localização: A tribo Gavião fica localizada no município de Ji-Paraná, no Estado de Rondônia. (Não confundir com as outras tribos Gavião, situada no Maranhão e no Pará). Há um total de oito aldeias nesta região, sendo que os missionários atuam em três delas: Posto Indígena Icolen (Guarita) e Posto Indígena Igarapé Lourdes e outro posto indígena no final da área.
Língua, análise lingüística e traduções: A língua falada nesta tribo é o Gavião, faz parte da família Mondé e do tronco Tupi. Embora a tribo tenha o mesmo nome dos índios Gavião do Pará e do Maranhão, não tem o mesmo tr
onco e nem a mesma família lingüística. É importante destacar que o povo Gavião e Zoró fazem parte do mesmo grupo, falam a mesma língua, têm a mesma cultura, apenas vivem separadamente. Trinta por cento dos índios das aldeias Icolen e Lourdes dominam bem o idioma português. A analise lingüística foi feita por Horst Stute (MNTB). Materiais na língua são elas: Cartilhas de Alfabetização - 8; dois livros de leitura geral; hinário em Gavião com 333 hinos/coros escrito e composto pelos indígenas; quatro livros com lições cronológicas e tradução de porções de Gênesis e Êxodo – 35 lições; tradução de porções do Novo Testamento: Marcos, Atos, I Tessalonicenses, Textos de Natal – Nascimento de Jesus, versos esporádicos, tradução de Lucas em andamento. Em 2004 foi publicado o livro de Romanos e um pequeno dicionário na língua gavião. Há 35 lições do Ensino Cronológico traduzidas e estão sendo usados pelos índios nos postos Guarita e Igarapé Lourdes.
População: No Posto Icolen tem aproximadamente 350 pessoas e no Posto Igarapé Lourdes 150 pessoas.
Histórico de contato com os demais brasileiros e a MNTB e alguns aspectos culturais: Antes dos missionários entrarem em contato com o povo Gavião, eles já mantinham contato com os demais brasileiros há muitos anos e em especial com os seringueiros. A MNTB iniciou o trabalho com este povo, no Igarapé Lourdes, em 1966. Em abril de 1981 os missionários tiveram que sair da área indígena por ordem da FUNAI. A família Stute se instalou na cidade de Ji-paraná, de onde manteve contato com os índios e continuou com a análise da língua e as traduções. Em 1990 a MNTB recebeu permissão da FUNAI, a pedido dos índios, para entrar novamente na área indígena. Este povo vive de plantação de roças, gado, artesanato, aposentadorias e salário dos professores e enfermeiros indígenas. Nesta aldeia a liderança é constituída por um cacique, juntamente com um conselho que toma as decisões da aldeia (4).
Missionários que atuam na área:
Adilton e Vilma Campos
Donald e Dalvani Austin
Horst e Annette Stute
Valmir Ferreira e Lourdes da Silva
Área Religiosa: O povo é receptivo à Palavra de Deus, e como prova disto há reuniões com freqüência nas aldeias Guarita, Castanheira e esporádicas em outras localidades. Há uma igreja funcionando na aldeia Lourdes. Os índios crentes mostraram uma grande habilidade para compor músicas evangélicas. Existem mais de 300 hinos, letra e música, compostas por eles.
Alvos:
Tradução do Novo Testamento;
Progredir no domínio da língua e cultura
Publicação de Lucas e Jonas
Fonte de Informação:
Relatório da equipe Gavião/MNTB/AMTB – 2002
Banco de Dados da AMTB/2002
Relatório equipe Gavião/2005
Informação Básica/MNTB– 2001, pg. 46
MNTB - Relatório/Equipe/2005
Povos Indígenas do Brasil—CEDI—1987/88/89/90, pg. 414 - 416.
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