Tribo Fulni-ô
Localização: Os índios Fulni-ô residem no município de Águas Belas, Estado de Pernambuco. “A vida dos Fulni-ô transcorre em duas aldeias. Uma delas localiza-se junto à cidade de Águas Belas. É nesta aldeia que se encontra a instalação do Posto Indígena da Fundação Nacional do Índio (FUNAI); a outra é o lugar sagrado do ritual do Ouricuri, onde se estabelecem nos meses de setembro a outubro”.
Língua, análise lingüística e traduções:“Atualmente todos os índios em Águas Belas falam português; em Ia-tê se comunicam principalmente os adultos e idosos; os mais jovens e às crianças usam com mais freqüência o português. Apesar de que o Ia-tê possa estar perdendo terreno para o português, tem ou cumpre um importante papel dentro da sociedade indígena”. Quanto as traduções, existe um livro de histórias bíblicas feitas pela SIL (Sociedade Internacional de Lingüística). Não há informação sobre qualquer material didático traduzido.
Histórico de contato com demais brasileiros:Darcy Ribeiro nos fornece um precioso relato do contato dos índios Fulni-ô, conhecidos como Carnijó ou carijó, com os demais brasileiros. “As terras que ocupavam lhes tinham sido asseguradas por uma Carta Régia de 1705, como meio de estabelecer a paz depois de um levante. Mas desde então vinham sendo invadidas. Em 1878 foi necessário tomar providências para acautelar os interesses da tribo, cujas terras estavam sendo vendidas. A reserva foi, então, demarcada e dividida em lotes entregues às famílias Fulni-ô. No começo do século XX, em torno da igreja levantada pelos índios, dentro do perímetro do aldeamento, existia um número considerável de moradores sertanejos e grande parte dos lotes tinha passado dos índios a estranhos, a título de arredamento, compra ou por simples esbulho. Por volta de 1916, era tão grande a hostilidade entre os Fulni-ô e a população de Águas Belas que crescera em redor da igreja, que os índios foram compelidos a se afastarem para um quilômetro adiante do antigo aldeamento, agora cidade, fugindo aos vexames a que os submetiam as autoridades locais. Nesse período, os índios que haviam permanecido no antigo aldeamento estavam ameaçados de perder as terras que lhes restavam. Muitos outros se viram obrigados a dispersar-se para trabalhar nas fazendas da região”.
População: Aproximadamente 2.930 índios.
Histórico de contato com a MNTB:A SIL (Sociedade Internacional de Lingüística) trabalhou nessa aldeia durante os anos de 1967 a 1969 fazendo a análise da língua. A MNTB deu continuidade a este trabalho a partir de 1973. Desde então a MNTB tem atuado com esse povo.
Missionários que atuam na área:José Ademir e Eunice Ventura dos Santos.
Área Religiosa: Alguns índios fizeram uma decisão, mas no momento não há frutos ou evidências de conversões reais. Outros têm manifestado interesse e isso é motivo de ânimo.
Alvos: Continuar com o contato de novas amizades com o povo Fulni-ô.Avançar no estudo da língua e cultura até o ponto de dominá-la.
Fonte de Informação: Díaz, Jorge Hernández - Instituto de Investigaciones Sociológicas Universidad Autónoma "Benito Juárez" de Oaxaca, 1998 Díaz, Jorge Hernández - Instituto de Investigaciones Sociológicas Universidad Autónoma "Benito Juárez" de Oaxaca, 1998 Informação Básica/MNTB – 2001, pg. 4 –5 Ribeiro, Darcy - Os Índios e a civilização Dados da MNTB Povos Indígenas no Brasil - CEDI -1987/88/89/90, pg. 370-371
Foto Arquivos da MNTB
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