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Localização: Os Deni (autodenominados Madiha), estão divididos em dois grupos: os Deni do rio Xeruã, afluente do rio Juruá, com três aldeias no município de Itamarati (Aldeias Itaúba, Boiador e Morada Nova); lá também há uma aldeia mista de Deni e Kulina, onde a maioria fala as duas línguas (Aldeia Hezemá). As aldeias Deni com os quais a Missão atua, fica no rio Cunhuá, afluente do Tapauá que por sua vez é afluente do Purus; são cinco aldeias: Marrecão (onde há a pista de pouso), Viagem, Volta Grande, Samaúma e Cidadezinha. Todas as aldeias Deni se localizam no Estado do Amazonas .
Língua, análise lingüística, traduções e educação: Falam a língua Deni, da família Arawá, do tronco Aruak. Muitos se comunicam razoavelmente no português regional. Não tinham a sua língua escrita, e nos primeiros contatos que tiveram com a escrita achavam que era feitiçaria, o papel poder falar. A leitura era vista como uma capacidade um tanto sobrenatural, sendo até comparada com a atividade dos pajés, pelo fato de alguém saber exatamente o que a outra pessoa dizia olhando num papel. A fonética e uma boa parte da análise lingüística foram feitas pela SIL (Sociedade Internacional de Lingüística). Vladmir Cunha também tem feito vários artigos de descrição da língua. Materiais na língua: Dicionário; cartilhas de alfabetização; livros de leituras com pequenos textos escritos pelos próprios indígenas; lições bíblicas do ensino cronológico - 68 lições da 1a. fase; material de aprendizado de língua, Evangelho de Marcos em fase de revisão; cartilha de transição para o português em fase final para publicação.
População: Há aproximadamente 800 índios Deni, divididos em sete aldeias no rio Cunhuá. Onde a MNTB atua os deni são em número de 421 pessoas . Histórico de contato com os demais brasileiros e MNTB e dados culturais: Foram contatados por volta de 1910 pelos comerciantes de couro e seringalistas à procura da borracha. Com esses exploradores aprenderam a usar roupas e adquiriram outros hábitos, como o uso do sal na alimentação. O contato com a SIL (Sociedade Internacional de Lingüística) foi em 1965. Os missionários da SIL trabalharam com a fonologia e análise lingüística e desenvolveram o alfabeto lógico Deni. A MNTB iniciou o trabalho entre os Deni em junho de 1983, a pedido da SIL, que não tinha missionários disponíveis para o trabalho. Em 1992 uma epidemia de sarampo tirou a vida de 25% da população do rio Xeruã, onde não há trabalho missionário. São seminômades e sempre que morrem várias pessoas num lugar, eles mudam para outro temendo os espíritos dos mortos. Constroem suas casas suspensas do chão para se protegerem dos animais e espíritos. Durante a noite retiram as escadas das casas, pois acreditam que os espíritos sobem em suas casas para causarem doenças enquanto estão dormindo. Cada família tem sua casa e se aglomeram em pequenos grupos de acordo com o clã a que pertencem.
Missionários que atuam na área: Elton e Maria de Lourdes Chaves; Vladmir Menezes Cunha
Área Religiosa:Em 1999 o ensino foi ministrado, experimentalmente, a um pequeno grupo. No final todos declararam espontaneamente que iriam crer em Jesus; alguns sempre falam sobre o assunto e mostram interesse em conhecer a Palavra de Deus. Praticamente todos os Deni se declaram “crentes”, inclusive os pajés, mas com pouco entendimento do Evangelho.
Alvos: Publicar a Cartilha de Transição para o português;Terminar de revisar as Lições Bíblicas Cronológicas;Concluir a Cartilha para Agentes de Saúde;Recomeçar o ensino bíblico;Continuar ajudando o grupo no projeto de desenvolvimento comunitário.
Fonte de Informação: Banco de Dados da AMTB– 2002 MNTB — Relatório/Equipe/2002 MNTB — Relatório/Equipe/2005 Povos Indígenas do Brasil—CEDI—1987/88/89/90, pg. 280-283
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