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YANOMAMI
Localização: Os Yanomami constituem uma sociedade de caçadores-agricultores que vivem na floresta tropical do oeste do maciço guianense. Ocupam um território de aproximadamente 192.000 km2, situado em ambos os lados da fronteira entre o Brasil (bacias do alto rio Branco e rio Negro, margem esquerda) e Venezuela (bacias do alto Orinoco e Cassiquiare. A MNTB atua com o grupo do Amazonas, nas aldeias Aracá, Marari e Novo Demini. As aldeias estão localizadas da seguinte forma: Marari: No Município de Boa Vista/RR e fica a 435 Km de Boa Vista. Novo Demini: No Município de Barcelos/AM.
Língua, análise lingüística e traduções: O grupo com o qual a MNTB trabalha fala o dialeto Xamatali e Xiriana. Alguns falam também o português. A maior parte da analise lingüística do dialeto Xiriana foi feita pela MEVA. A MNTB fez a análise da fonêmica. A análise lingüística do dialeto Xamatali foi feita pela NTM da Venezuela, em 1952 e adaptada ao português pelo missionário Paulo Corenchuc e Bing Hare em 1975 e mais tarde por Paul Griffis, em 1990.
Materiais Existentes na Língua: Xamatali - Histórias da Bíblia, Novo Testamento que necessita revisão, (Lucas e Atos já revisados com Atos nas mãos do povo e Lucas falta imprimir na gráfica) lições 1-26 e 43-68 de Fase I do Ensino Cronológico, lições 1-7 de Fase II do Ensino Cronológico, porções do Velho Testamento que corresponde as lições de Fase I e II, Livro com coleção de hinos e coros com passagens bíblicas, dicionário, Cartilhas (Livro de Leitura e Caderno de Exercícios) 1-6, Livro de Exercício das vogais, Cartilhas de pré-escolar e alfabetização. Tem três livros que estão quase prontos para mandar para a gráfica - Manual de Orientação Sobre Malária, Manual de Orientação Sobre Saúde, e Manual de Saúde Bucal adaptado do posto Aracá.
População:
A população total dos Yanomami é de cerca de 22.000 pessoas, sendo 12.600 na Venezuela e 9.400 no Brasil (MESMA FONTE ANTERIOR). Nas aldeias onde a MNTB atua, a população é a seguinte (ano 2001):
Marari: 668 pessoas.
Novo Demini: 216 pessoas. |
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Histórico de contato com os demais brasileiros: “Os primeiros contatos diretos com representantes da sociedade nacional se deram de maneira esparsa entre 1910 a 1940. A partir da década de 40 até meados dos anos 60 estes contatos se intensificaram com a instalação permanente de missões religiosas e de alguns postos de Serviço de Proteção ao Índio”. Conhecidos entre os demais brasileiros como índios Uaicá, os Yanomami são divididos em vários grandes grupos, por região. Os habitantes da parte Oeste do território Yanomami são chamados de Xamathali. Cada uma das dezenas de malocas que compõem o dialeto Xamathali tem os seus próprios nomes, dados, geralmente pelos seus vizinhos.
Histórico de contato da tribo com a MNTB: O trabalho Yanomami aqui no Brasil começou com Jaime Macnait. Subindo o rio Demini foi dar num antigo posto do SPI (Serviço de Proteção ao Índio) denominado “Posto Ajuricaba”. Chegando ali construiu uma casa e, posteriormente, dali tinha planos de contatar os Yanomami. No ano de 1957, reuniu-se a Jaime, Keith Wardlaw e Paulo Zibermam. Enquanto estavam neste posto, mantinham freqüentes contatos com o povo Yanomami de Aracá, que vinham em busca de medicamentos e mercadorias. No ano de 1960 outros missionários juntaram-se aos demais da equipe: João Enns, Luís Barclay, Apolônio de Melo e Bruce Hartmam . Neste mesmo ano, fizeram sua primeira viagem para a área de Toototobi. Durante os anos de 1961-1963 foram feitas várias viagens até o Toototobi, todas elas tinham duração de noventa dias. No ano de 1963, Bruce Hartmam e Keith Wardlaw entraram com suas respectivas famílias e foram bem recebidos pelos índios. A Base Aliança foi aberta em 1966, onde tiveram contato com os Yanomamis que vinham do Marari para trabalhar com os não-índios. Em 1968 foi aberto o atual posto Marari e a Base Aliança foi fechada após o término do campo de pouso no Marari, em 1971. Os Xamathalis, do Rio Jutai têm tido contatos com os não-índios do Rio Aracá. Os índios pediram ajuda de fora para tratamento da saúde e também para o ensino. A FUNAI convidou a MNTB para dar atendimento ao grupo, devido a uma epidemia de sarampo que ocorreu em 1980. Em setembro de 1982 a primeira equipe foi à aldeia e em novembro do mesmo ano os primeiros missionários se estabeleceram no Posto Aracá. Em 1991 os índios do Posto Toototobi convidaram os missionários para mudarem para o Novo Demini, sendo que haviam mudado para este rio por interesse da própria comunidade. A Missão saiu do Posto Toototobi e se estabeleceu no Posto Novo Demini e atua até os dias hoje nas áreas de saúde, educação e religiosa.
Missionários atuam na área: Marari: Brenda Poulson
Edmilson e Celma Prata da Silva
Ivan e Ana Nogueira Luiz e Míriam Rocha Maria Marta Domingos Tony e Mary Poulson
Novo Demini: Joel e Gwen Hartman
João e Hope Rodrigues
Michael e Diane Hartman
Wellington e Águida Lima Área Religiosa:
Há salvos nos três postos, sendo que no Demini há maior número. Estão despontando os possíveis líderes da igreja. Na aldeia Marari o ensino da Fase I já foi dado várias vezes. Agora os crentes estão recebendo o ensino de Fase II dado principalmente por um Yanomami crente chamado Ezequiel. Estamos reunindo 3 vezes por semana pela manhã com os crentes para um tempo de ensino, oração e louvor. |
Alvos: Marari: 1. Continuar o ensino bíblico. 2. Preparação de materiais de auxílio à leitura. 3. Treinamento de agentes indígenas de saúde, microscopistas e monitores. 4. Preparação de material para o ensino cronológico e tradução da Bíblia.
Novo Demini: 1. Continuar o treinamento de professores, microscopistas e AYS (Agente Yanomami de Saúde). 2. Alcançar outros grupos com o ensino da Palavra. 3. Continuar reunindo com os crentes para ensino, aconselhamento e discipulado 4. Desafiar mais um casal para ajudar no trabalho. |
Fonte de Informação: 1. Homem, Ambiente e Ecologia no Estado de Roraima/Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia—INPA; 1997; pág.65.2. 2. Relatório para FUNAI/AMTB/2001 3. Informação Básica/MNTB/2001 4. Caminhando pelos Mitos Yanomami/MNTB, Claudinei Godoi, pg 5. 5. Francisco, Deise Alves e Claúdio Esteves de Oliveira, Assistência à Saúde Yanomami, pg. 3, julho de 1999. 6. Aspectos materiais da cultura Yanomami, dialeto Xamathali/MNTB, Paulo Corenchuc, 1976. 7. MNTB - Relatório/Equipe/2005 8. Medecins Du Monde, janeiro de 1997 |
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 Fotos Arquivos da MNTB |
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