Tribo Sateré-Mawé
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Localização: A MNTB atua no Posto Nova América, que se localiza no Rio Andirá, que nasce no Estado do Pará e tem sua foz no Estado do Amazonas perto de Parintins. O povo Sateré se encontra sob a jurisdição da FUNAI da mesma cidade no Amazonas. Existem 38 aldeias reconhecidas pela Funai ao longo do Rio Andirá. Estima-se que há entre 60 a 80 aldeias espalhadas pela área demarcada desde o Rio Waicurapá até o Rio Abacaxis próximo à cidade de Maués. O povo Sateré também vive em outros rios na área citada: Marau, Urupadi, Miriti, e Maués Açu. Há uma certa população nas cidades de Mawés, Barreirinha, Parintins e Manaus. Existe uma aldeia totalmente arredia no Rio Urupadi, e uma aldeia próxima a Manaus em Rio Preto da Eva.
Língua, análise lingüística e traduções: Este povo usa a língua Sateré-Mawé. A classificação foi feita por Aryon Dall’Igna Rodrigues, a primeira vez em 1964 e posteriormente em segunda análise concluiu no seu livro Relações Internas na Família Linguística Tupí-guaraní, um trabalho inédito, a língua sateré não pertence à famíla tupi-guaraní, nem a qualquer outra dentro do tronco tupi, senão aquela dentro da qual constitui membro único. Muitos falam razoavelmente o português, principalmente os homens. A análise foi feita pela SIL (Sociedade Internacional de Lingüística). Os materiais existentes na língua são: Novo Testamento traduzido pela SIL; Hinário com 291 cânticos, sendo a maioria deles de autoria dos próprios indígenas e alguns do Cantor Cristão; Um estudo sobre o sistema deixis por Marcia Suzuki da JOCUM; Um livro com 33 lições de aprendizagem; Gênesis, Êxodo, e porções para Fase I, todos faltando alguma correção ou incompletos; 35 lições do ensino cronológico faltando correção; Cartilha para aprovação e publicação, além de vários trabalhos lingüísticos.
População: Estima-se que haja 9.000 Sateré-Maué no Brasil.
Histórico de contato da tribo com a MNTB: O trabalho foi iniciado e desenvolvido pela SIL a partir de 1960. Os missionários da MNTB começaram a trabalhar com os Sateré-Mawé de Vila Nova do Rio Andirá em janeiro de 1982, a pedido da SIL, para dar continuidade à divulgação da Palavra de Deus em toda tribo. Os missionários da MNTB encontraram uma igreja funcionando, com o chefe da aldeia Vila Nova servindo como pastor. Atualmente, a missão atua no posto Nova América do Rio Andirá. Missionários que atuam na área: Alexandro e Francismeiry Módena
John e Sônia Wilkinson
Área Religiosa:
Há presença de várias denominações e religiões na área, porém o único ensino que alguns têm recebido é de forma esporádica e em português. Portanto, o sincretismo prevalece e há necessidade de um esforço muito maior para alcançar este povo.
Alvos: 1. Aperfeiçoamento na língua e cultura. 2. Tradução das lições cronológicas e porções bíblicas para Fase I. 3. Continuar a desenvolver melhores relacionamentos com o povo. 4. Ensinar Fase I do ensino cronológico. 5. Aprovar grupo de alfabetização com monitor indígena através da prefeitura. 6. Ter tempo para continuar análise do discurso, dicionário bilingüe, Livro de Acontecimento e estudo da cultura, etc. 7. Continuar projetos de desenvolvimento.
Fonte de Informação: MNTB - Relatório/Equipe/2005 Banco de Dados da AMTB/2001 Informação Básica/MNTB-2001 Povos Indígenas do Brasil - CEDI—1987/88/89/90, pg. 292-293. |
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