Nyengatu-AM
Nyengatu-AM

 

Tribo Nyengatu

 

Localização: A MNTB atua no Posto Buia Igarapé, no baixo rio Içana, afluente do rio Negro, município de São Gabriel da Cachoeira, Estado do Amazonas. De Manaus à São Gabriel da Cachoeira são de quatro a cinco dias de barco (subindo o Rio Negro). De São Gabriel para comunidade Buia Igarapé, são vinte quatro horas de barco pequeno, ou de cinco a seis horas em voadeira com motor 25 hp (o rio estando cheio). (1)

Língua, análise lingüística e traduções: “Geral”, é o nome que eles dão para a língua usada entre eles. Esta língua é do tronco Tupi-Guarani. Com a entrada da escola bilíngüe, a maioria dos homens e jovens falam o português.

Lingüística: Foi feita uma pequena descrição da língua pelos primeiros Missionários da MNTB.

Materiais Existentes na Língua: Novo Testamento traduzido para esta língua que é usado regularmente nos cultos semanais, nas Igrejas com liderança indígena, do Rio Içana e Rio Cubaté, onde também há Nyengatu. Já foi traduzida a Fase I do Cronológico e iniciada a tradução da Fase II (2).

População: A população de Nyengatu é de mais de 1.200 índios espalhados pelo Estado do Amazonas. Na região da Foz do Rio Içana existem 10 comunidades (aldeias). A comunidade buia Igarapé onde vamos atuar vive nove famílias com uma população de 60 pessoas (3).

 

Histórico de contato da tribo com a MNTB e demais brasileiros: Os índios Nyengatu têm contato com os não-índios há muitos anos e são os índios mais influenciados pelos civilizados do Rio Içana. O trabalho evangélico foi iniciado por Sofia Muller em 1949, com a ajuda de indígenas crentes das tribos Baniwa e Kuripako. Os primeiros missionários do Brasil encontraram igrejas já estabelecidas, há alguns crentes e muitos ouvintes, porém muito carente de ensino. Não adianta ensinar em Português, eles não entendem, só vai contribuir para o sincretismo, eles precisam ouvir os estudos na sua própria língua, Este trabalho foi fechado por falta de obreiros e somente no início de 2003 foi reaberto.

 

Dados da cultura: Alimentação: Alguns tipos de refeições eles fazem em casa (especialmente as coisas da cidade, o leite, o café, o arroz), mas, a caça com muito caldo, o peixe cozido com muito caldo, o beju, farinha e chibé (água com farinha) cada família traz um pouco para casa comunitária e todos comem juntos.

 

Trabalho: como na maioria das etnias indígenas, o trabalho pesado é realizado pelas mulheres, são elas que têm a obrigação de carregar água, arrancar, carregar (num cesto a mandioca que pesa uns quarenta quilos cada), raspar, ralar (alguns usam o motor p/ ralar, outros uma roda manual e alguns usam um ralo feito por eles mesmos, antes este ralo era feito de pedra, mas hoje eles fazem de alumínio que é bem mais fácil de trabalhar), espremer a massa, torrar a farinha e fazer o beiju, além como trabalho; pescar, caçar, derrubar (preparar o lugar para fazer a roça).

 

Brincadeiras: o lazer principal para os homens é o futebol e o voleibol, para as mulheres o voleibol.

 

Festas e cerimônias: as principais são: conferencia (realizada a cada seis meses em forma de rodízio entre as comunidades, com duração de três a cinco dias, o objetivo inicial destas conferências era para que os crentes pudessem estar compartilhando entre si da palavra de Deus, mas infelizmente se tornou somente uma festa onde se tem muita comida), Santa ceia (esta é realizada no primeiro domingo de cada mês com o rodízio de duas comunidades vizinhas, cada mês realizada em uma), casamento (que pode ser realizado tanto na conferência como na ceia ou outro dia qualquer) e aniversários, batismos, nomeação de crianças (dar o nome a criança quando esta já está começando aprender a falar e andar) (4).


Missionários que atuam na área:
Alysson e Miriã Reis ; Marlon e Rosianni Luz


Área Religiosa:
Há alguns crentes e muitos ouvintes, alguns já fizeram curso bíblico no Instituto Bíblico em Manaus ou São Gabriel Carências: do ensino da palavra de DEUS em sua língua, revisão do novo testamento que já foi traduzido para o nyengatu, elaboração de mais material que possa ajudar no ensino da palavra e didático. (5).


Fonte de Informação:
1 a 5 - MNTB - Relatório/Equipe/2005