Língua, análise lingüística e traduções:
Este povo fala a língua Karajá, da família Karajá e do tronco Macro-Jê. “Se divide em três línguas: Karajá, Javaé e Xambioá. Cada uma delas tem formas diferenciadas de falar de acordo com o sexo do falante. Apesar destas diferenças, todos se entendem”. O Sr. David Fortune da SIL (Sociedade Internacional de Lingüística) fez a análise completa da língua karajá. Ele traduziu também o Novo Testamento. Ijeseberi índio Karajá, traduziu: Gênesis, Salmos e Provérbios (sem correção) e algumas porções do Velho Testamento. Os livros de II a V do Ensino Cronológico estão completos, mas não foram editados. O da Fase VI está sendo traduzido. Foram feitos também alguns materiais didáticos: Cartilhas em Karajá (Manual de Alfabetização); Livro de Transição Karajá-Português; Livros de histórias antigas em karajá; Livros de Estudos Sociais, Ciências e Saúde. Foi adaptado um livro de matemática. Existe mais de 70 cânticos para adultos.
População: Na aldeia onde a MNTB trabalha, Macaúba, a população é de 352 índios. A população da tribo Karajá no Brasil é de 1.900 índios .
Histórico de contato com os demais brasileiros: “Os estudos históricos informam que os Karajá estiveram em disputa com outros povos indígenas como os Kayapó, os Tapirapé, os Xavante, os Xerente, os Avá-Canoeiro e, menos freqüentemente, com os Bororo e Apinayé, no intuito de salvaguardar seu território. Como resultado deste contato, houve a troca de práticas culturais entre os Karajá, os Tapirapé e os Xikrin (Kayapó). Com relação ao contato com a sociedade nacional, os textos históricos informam ter havido duas frentes de contato com a sociedade nacional. A primeira é representada pela missões jesuítas da Província do Pará, assinalando a presença do Padre Tomé Ribeiro em 1658, que se encontrou com os Karajá do baixo Araguaia, provavelmente os Xambioá (ou os Karajá do Norte, como preferem ser chamados). A segunda frente de contato está relacionada com as bandeiras paulistas rumo ao Centro-Oeste e Norte do Brasil, como a expedição de Antônio Pires de Campos, que se estima ter ocorrido entre os anos de 1718 a 1746. A partir destas, várias outras expedições visitaram os Karajá ao longo dos anos e estes foram obrigados a manter um contato constante com a nossa sociedade.
Histórico de contato da tribo com a MNTB:
O trabalho na tribo Karajá, na aldeia Macaúba, foi iniciado em 1925 pelo missionário Josiah Wilding e o Rev. Macintyre, da Missão União Evangélica Sul Americana. Essa Missão começou um trabalho evangélico entre os sertanejos e tinham o alvo de alcançar os índios Karajá. A Dra. Retty, esposa de Josiah Wilding, abriu um leprosário, a uns dois quilômetros da sede. Em fevereiro de 1933, Josiah Wilding, faleceu de malária. Dra. Retty ficou em Macaúba até 1937. Nenhum outro missionário trabalhou na ilha até 1957, ano em que a Missão Novas Tribos do Brasil reiniciou o trabalho, nesse mesmo lugar. Em 1963 a Missão Brasil-Portugal, tomou a direção de Macaúba (Rev. Aristóteles) e as Novas Tribos estabeleceu seu trabalho em Luciara (antiga Vale do Mato Verde) onde Mirthis e Ana Miller (irmã da Sofia Miller) trabalharam por algum tempo. Uma Igreja Neo-Testamentária começou a surgir, mas um feiticeiro dispersou 99,9% da aldeia, queimando-lhes as casas. Em fins de 1964, Macaúba passou à direção da Missão Novas Tribos. Em 1971 o trabalho foi entregue ao filho do Rev. Josiah Wilding que posteriormente o entregou a David Fortune. Em 1975 Wanda Aren e Almerinda Santos voltaram através do SUMMER e ficaram trabalhando pela MNTB. Em 1975 a igreja começou a funcionar novamente contando com a presença do casal Key. Hoje na aldeia Macaúba há um grupo de crentes que se reúnem sob a liderança da MNTB.
População:Na aldeia Macaúba onde os missionários atuam a população é de 384 índios. No Brasil a população dessa tribo é de 1.804 distribuídos nos Estados MT/TO/PA.
Missionários que atuam na área:
Almerinda dos Santos
Hilda Dias
Josué e Ivanete Lima