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Localização: A terra dos Krahô fica localizada perto da cidade ribeirinha de Itacajá, no norte do Estado de Tocantins.O povo Khahô tem se dividido muito. Estas são as principais aldeias, com uma população acima de 100 pessoas: Rio Vermelho, Cachoeira, Pedra Branca, Manoel A. Pequeno, Santa Cruz, Forno Velho e Morro do Boi. Aldeias com menos de 100 pessoas: São Vidol, Campos Lindos, Riozinho, Bacuri, Aldeia Nova, Hagoiauba, Urubu , Serra Grande e Macaúba. Os missionários atuam nas aldeias de Manoel Alves Pequeno e Campos Lindos e residindo na cidade de Itacajá (1).
Língua, análise lingüística e traduções: O povo Krahô falam o dialeto Krahô, língua Timbira, do Tronco Macro-Jê, da Família Jê (2). Todos os índios krahô falam um português fraco. Jack e Josephine Popys da SIL (Sociedade Internacional de Lingüística) fizeram a análise da língua canela (que é semelhante à krahô) e já completaram a tradução do Novo Testamento. A tradução da Bíblia poderá passar por uma revisão para a língua krahô. Foram traduzidos a I Fase das lições bíblicas do ensino cronológico e a Fase II falta a revisão, o livro de Gênesis e outras porções da Bíblia. Didático: Três cartilhas da língua canela revisadas e adaptadas à língua krahô; livreto com quatro histórias contadas pelos índios sobre acontecimentos do dia-a-dia; um livreto com 21 textos pequenos escritos na língua pelos alunos já alfabetizados sobre várias atividades diárias deles; livros sobre saúde; um livro com 23 páginas sobre noções de higiene com figuras, um livreto sobre verminose (adapatado da língua canela); orientações sobre: AIDS, alcoolismo, produção de alimentos e conservação do meio ambiente (feito pelo antropólogo José Manoel Meireles e participação da equipe da MNTB) e que têm sido usados para leitura pelos demais alunos. Foi iniciada a confecção de um dicionário com 2.500 palavras e frases úteis (3).
População: Hoje a população da tribo Krahô na aldeia onde a MNTB atua é de: 90 pessoas do sexo masculino e 97 do sexo feminino, somando um total de 187 pessoas (4). Segundo a FUNAI há cerca de 1.402 índios Krahô no Município de Itacajá e Goiantins no Estado de Tocantins (5).
Histórico de contato da tribo com os demais brasileiros: “O território em que atualmente vivem os Krahó não se acha demarcado sobre a região em que os civilizados, pela primeira vez, encontraram estes índios. Os Krahó se viram diante dos civilizados por volta do início do século XIX, e então se encontravam, não em Goiás, mas no Maranhão (...). A medida que os civilizados ocupavam a região, iam empurrando os Krahó para oeste, na direção do Tocantins. Parece que então eram freqüentes as escaramuças entre os Krahó, que investiam sobre estabelecimentos dos brancos instalados na terras que estavam sendo obrigados a abandonar, e os civilizados, que retribuíam as suas incursões, até que em 1809 os índios sofreram uma grande derrota, quando tiveram uma de suas aldeias atacadas por 150 paisanos e 20 soldados de linha, que fizeram entre eles 70 prisioneiros, que foram enviados a São Luíz (RIBEIRO, 1841, § 71). Tão dura perda obrigou os Krahó a pedirem paz, que lhe foram concedida com a condição de não mais hostilizar os civilizados (RIBEIRO, 1841, § 72) (...) Retirando-se diante do avanço dos criadores de gado, os Krahó tiveram de disputar novos territórios com outros indígenas (...) Em 1848 os Krahó foram transferidos para para Pedro Afonso, situada na confluência do rio do Sono com Tocantins (...) Daí os Krahó se deslocaram na direção nordeste, vindo a ocupar a região compreendida entre os dois rios chamados Manoel Alves Grande e Manoel Alves Pequeno, abandonando as margens do Tocantins” (6).
Histórico de contato da tribo com a MNTB:
O trabalho de evangelização aos índios krahô foi iniciado pela Junta de Missões Nacionais (Batista) no ano de 1940. Em meados de 1972 a MNTB tentou dar continuidade a esse trabalho com a participação do casal Glen e Shirley Bacon e duas missionárias solteiras: Maria Júlia Waideman e Lori Henke. Porém em 1973 a MNTB cessou suas atividades no local. Em fevereiro de 1978 Dilson e Cathy Brisola chegaram para dar continuidade ao trabalho, mas tiveram que sair em 1979 por motivo de doença. No mês de abril de 1982 a FUNAI convidou os casais Dennis e Shirley Ficek e João Lucas e Dilma de Souza para trabalharem no local, desde então a MNTB atua nesta tribo, passando por vários outros missionários (7).
Missionários que atuam na área: João Lucas e Dilma de SouzaAgeirson RamosDaniel e Maristela magalhães.
Área Religiosa: Na aldeia Manoel Alves Pequeno o ensino bíblico é dado no dialeto krahô. Há uma média de 30 pessoas participando dos estudos dentro dos quais 4 jovens e 1 senhor que confessam crer em Jesus Cristo. Na aldeia Campos Lindos foi iniciado o pré-evangelismo (8).
Fonte de Informação: Relatório da equipe da MNTB na área - 2002Banco de Dados da AMTB - 2002Relatório da equipe da MNTB na área - 2002Relatório da equipe da MNTB na área - 2002MJ- (Ministério da Justiça)-FUNAI- (Fundação Nacional do Índio) -DAF - (Diretoria de Assuntos Fundiários) - Dezembro de 2002Melatti, Júlio Cézar – Informativo FUNAI, Ano III, Nº 11/12, pg. 89-97Informação Básica/MNTB – 2001Relatório da equipe da MNTB na área - 2002 e Carta de 2003
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