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Localização: Este povo está distribuído entre os Estados do Maranhão e Pará. Há aproximadamente treze aldeias espalhadas entre os rios Gurupi e Turiaçu, numa área que cobre cerca de 4.480 quilômetros quadrados. A MNTB atua na aldeia Ximbó Renda e fica localizada entre o rio Gurupi e a cidade de Zé Doca, Estado do Maranhão (1).
Língua, análise lingüística e traduções: O povo Ka’apor fala a língua Urubu Ka’apor, pertence à família Tupi-Guarani, do tronco Tupi (2). A análise foi feita Por Jim e Kay Kakumasu da SIL (Sociedade Internacional de Lingüística). Eles traduziram o Novo Testamento para a língua Ka’apor. Existe na língua, porções do Velho Testamento; um dicionário; Cartilha de transição do Ka'apor para português; Livros: "Matemática", "Mitos", "Comunique-se Bem em Português", "Doenças". Outros: Um livro de cânticos. Foi concluída pelos missionários da MNTB, a tradução da Fase um, dois e três do Ensino Cronológico; Algumas páginas do livro de Efésios e Romanos da Fase quatro (3).
População: Na aldeia onde a MNTB atua, Ximbó Renda, a população é de 255 pessoas (4).
Histórico de contato com os demais brasileiros: Os Ka’apor “Surgiram como povo distinto há cerca de trezentos anos, provavelmente na região entre os rios Tocantins e Xingu. Talvez por causa de conflitos com colonizadores luso-brasileiros e com outros povos nativos, iniciaram uma longa e lenta migração que os levou, nos idos de 1870, do Pará, através do rio Gurupi, ao Maranhão. Uma fonte do período em torno de 1890 menciona os Ka'apor como guerreiros que atacavam as comunidades rurais com suas "terríveis flechas com pontas de aço". Os Ka'apor tiveram numerosos contatos documentados com a sociedade luso-brasileira entre o período dos Pacajás, nos idos de 1600, e o estabelecimento do contato prolongado, ou pacificação, em 1928. A maior parte dos episódios relatados foram violentos. Em 15 de dezembro de 1928, 94 índios Ka'apor visitaram o Posto Canindé do SPI. Mais ou menos ao mesmo tempo, guerreiros Ka'apor aproximaram-se da cidade de Alto Turi, junto ao rio Turiaçu, com as suas flechas apontadas para baixo, em sinal das intenções amigáveis. As guerras dos índios Ka'apor haviam terminado, mas talvez não definitivamente. Cerca de 1.300 posseiros, madeireiros e fazendeiros invadiram e estão desmatando a Terra Indígena Turiaçu, homologada desde 1989. A situação atual na região é marcada por tensão e pela escalada da violência. Ataques de posseiros e de madeireiros às aldeias indígenas, assim como contra-ataques dos índios aos acampamentos de posseiros e madeireiros dentro de suas terras têm ocorrido desde 1993 com pelo menos duas vítimas fatais do lado karaí.” (5).
Histórico de contato com a MNTB:
Em 1924 Horace Banner, da WEC, começou a trabalhar entre os índios Ka’apor onde permaneceu até 1932. Em 1959 a SIL (Sociedade Internacional de Lingüística) entrou na área e iniciou a tradução bíblica, através do casal Jim e Kay Kakumasu. Em 1970 o casal Robert e Dolores Schuring, da MNTB, foi para Nova Olinda a fim de iniciar o trabalho em outra aldeia, mas naquela época não conseguiu permissão para morar na aldeia e ficou algum tempo na cidade estudando a língua e a cultura do povo. Por estarem fora da aldeia, não foi possível progredirem muito no estudo da língua, o que determinou a saída da região. Entretanto, em 1987 retornou para lá a fim de tentar mais uma vez obter permissão para morar na aldeia; nessa época recebeu uma autorização por escrito da FUNAI. Robert e Dolores passaram a residir em Ximbó Renda a partir de maio de 1988. Desde então esta aldeia passou a ter missionários da MNTB (6). Missionários que atuam na área: Reuben e Lydia Schuring Zilmar Rodrigues Área Religiosa: O ensino bíblico é feito na língua materna. Há um grupo reunindo na aldeia Gurupi-Una. Na aldeia Ximbó Renda existem 55 convertidos (44 foram batizados). A liderança da igreja indígena em Ximbó Renda está em formação. Existe um total de 100 congregados reunindo-se regularmente. Desde maio de 1995 há um grupo de não-índios recebendo o ensino cronológico a 3 km da aldeia (7). Alvos: Organizar a igreja local Continuar o ensino cronológico com os não-índios Continuar no aprendizado da língua e cultura.
Fonte de Informação: Informação Básica/MNTB-2001 Bancos de Dados da AMTB/2002 Relatório para MNTB/FUNAI-2001 Balée, William, Tulane University, setembro de 1998, Instituto Socioambiental Relatório para AMTB/MNTB-2002
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