Tribo Javaé

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Localização: A tribo Javaé está localizada no município do Araguaia/TO, fica a 50 km da cidade de Formoso do Araguaia, no sul do Estado de Tocantins. A aldeia Txuiri, onde a MNTB atua, fica as margens do rio Javaé.
Língua, análise lingüística e traduções: “Os Javaé são um dos três subgrupos em que se dividem os índios Karajá. Os outros dois são os Karajá propriamente ditos e os Xambioá". Este povo fala a língua Javaé/Iny, que é família Karajá, do tronco Macro-Jê. Além da língua materna o português é falado entre o povo.
População: A população nesta aldeia é composta de 170 pessoas.
Histórico de contato com os demais brasileiros e MNTB: “A história oral Javaé menciona uma longa série de conflitos e guerras com os Xavantes Kayapó, seus tradicionais vizinhos, que não mais ocorrem a várias décadas; com os Avá-Canoeiro, que, expulsos de seu território de origem, tornaram-se inimigos dos Javaé mais recentemente, ao perambular pela região do médio Araguaia; e ainda com vários outros grupos já extintos e sem identificação na língua portuguesa. Os Javaé também falam de casamentos interétnicos e intercâmbios culturais no passado, principalmente com os Tapirapé. O relacionamento com os invasores e novos vizinhos trouxe doenças desconhecidas e mortais às principais aldeias Javaé situadas no interior da ilha, que foram então abandonadas nas décadas seguintes. Pressionados pelo declínio populacional e penetração cada vez maior de criadores de gado na terra indígena, os Javaé concentraram-se em aldeias às margens do rio javaés, onde o SPI decidiu fundar, em 1952, o primeiro posto indígena. Em 1960, o posto foi transferido para a aldeia Canoanã, que passou a atrair os remanescentes de outras aldeias, vítimas de epidemias e conflitos internos. Segundo o antropólogo André Toral, o processo de concentração populacional em Canoanã teve seu auge nos anos 70, quando a convivência entre líderes e facções de diversas procedências tornou-se impraticável. Como conseqüência, algumas famílias passaram a retomar lugares de antigas aldeias ao longo do rio javaés. No início dos anos 90, os Javaé e algumas famílias Karajá conseguiram retomar uma pequena localidade habitada por não-índios, o antigo Porto Piauí, na ilha do Bananal, transformando-a na atual aldeia Txuiri”. A MNTB atua nesta área desde 1994.
Missionários que atuam na área:
David e Rebekah Schuring
Área Religiosa:Há alguns salvos nessa tribo.
Fonte de Informação: Informação Básica/MNTB - 2001 Rodrigues, Patrícia de Mendonça, Instituto Socioambiental, fevereiro de 1999. Banco de Dados da AMTB/2002 Relatório MNTB/FUNAI/2000 Rodrigues, Patrícia de Mendonça, Instituto Socioambiental, fevereiro de 1999. Povos Indígenas do Brasil/CEDI - 1987/88/89/90, pg. 478— 479.
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| Fotos Arquivo da MNTB |
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